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Coluna Neil Brasil

Zanir Furtado: Estilista e pioneira em grife de luxo ‘Made in Pantanal’

Para gerar empregos, ela criou em Rio Negro/MS a indústria de bolsas Zanir Furtado e quer a valorização do couro pantaneiro acabado em MS

It News MS

Publicado

 em

Nelson Frantz/NK Fotografia

Com foco num mercado de altíssimo padrão, Zanir Furtado não criou apenas uma fábrica de bolsas de luxo com seu nome em Rio Negro MS, como também está impulsionando a evolução do beneficiamento do couro em Mato Grosso do Sul. O Curtume Induspan está implantando a primeira acabadora de couro pantaneiro no Estado para atender a produção da indústria de bolsas Zanir Furtado. A partir daí, a meta é, no futuro, a marca conquistar um selo de procedência orgânica do nosso couro, considerado um dos melhores do mundo e atualmente exportado em estágio inicial para diversos países, sem acabamento e sem o devido valor agregado.

Lançada em dezembro de 2020, as bolsas Zanir Furtado, que levam no logo o adendo Pantanal, chegaram ao mercado nacional para ser um produto exclusivo, de luxo e no mesmo padrão de qualidade das grandes marcas internacionais. O design original e o fino acabamento conquistaram de imediato as apaixonadas por bolsas de grife. Por enquanto, são produzidas apenas 50 peças por mês, com os melhores materiais disponíveis para produtos finos como arrebites banhados a ouro, tingimento especial e outros detalhes, que passam por rigoroso controle de qualidade.

Zanir esbarrou no primeiro obstáculo durante o estudo de viabilidade da fábrica: a falta de couro pantaneiro acabado para a produção das bolsas, que ela faz questão que sejam um acessório de luxo 100% “Made in Pantanal”. Nesta primeira fase, a indústria está adquirindo o couro no Rio Grande do Sul, até que o Induspan passe a produzir o couro acabado no Estado. “Tudo agrega valor. Dei o primeiro passo para produzir um produto de luxo em Mato Grosso do Sul e trabalho para ter essa garantia associada ao meu produto. O objetivo da marca Zanir Furtado não é ser a única, mas a primeira a valorizar o couro local e a matéria-prima pantaneira, gerando empregos na região”, ressalta a empresária.

 

INSPIRAÇÃO

Zanir se inspira nas belezas pantaneiras para suas criações, na exuberância do pôr do sol, nas araras, seriemas, onças, sucuris e, em maio, projeta lançar a coleção super exclusiva e com poucas peças – a Tuiuú, ave símbolo do Pantanal. As bolsas da marca custam de R$ 1.300,00 a R$ 3.500, a produção é limitada e cada peça demora cerca de 30 dias para ser modelada, algumas são únicas. Ela acompanha o passo a passo do processo, da criação à venda. “A moda está no meu sangue desde a infância. Sou educadora de formação, mas na juventude fiz curso de estilismo na EMP- Escola de Moda Profissional de São Paulo. Sou apaixonada pelo que faço”, enfatiza.

Para alcançar a qualidade pretendida nas bolsas Zanir Furtado, ela contratou um casal de modelistas do Rio Grande do Sul: Volmir e Raquel Branasco, que acreditou no propósito da marca e mudou-se para Rio Negro. O casal se incumbe da modelagem e instrução da equipe para a confecção. No Sul, Volmir trabalhava para famosas marcas nacionais e era instrutor do Senai-Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

LANÇAMENTOS

No momento, as bolsas estão sendo vendidas no showroom da marca em Rio Negro e via Instagram. A previsão para o final de março é lançar suas bolsas em Brasília/DF e em Rio Verde/MS; e também implantar o e-commerce da marca no mesmo mês. Os planos para 2021 são ainda mais arrojados e incluem inserir o couro de avestruz e jacaré, ambos produzidos em MS, e ampliar os produtos ofertados, como os cintos e outros acessórios da marca Zanir Furtado. Nesta empreitada gigante, Zanir conta com a parceria forte de seu marido, o engenheiro Claudomiro Almeida, que é seu sócio na indústria de bolsas e na Elebrar Engenharia, especializada em soluções de problemas, sediada há 10 anos em Brasília-DF, onde o casal é radicado. Em função do empreendimento em Rio Negro, a empresária tem ficado mais no Estado do que na Capital federal. Também conta com sua irmã, Edna Furtado, radicada em Rio Negro, e gerente da indústria.

Montamos a Elebrar do zero em Brasília, onde vivemos, e temos grandes clientes, mas nunca deixei de olhar por Rio Negro. Sempre vi o potencial do nosso couro, um dos melhores do mundo, e do turismo. Assim nasceu a ideia da indústria de bolsas Zanir Furtado. Coloco Deus na frente abençoando e abrindo portas nas nossas iniciativas e investimentos. A aceitação da marca em Rio Negro foi maior do que eu esperava. Agora vou levar pra fora. Nunca estive tão feliz!

RIONEGRENSE MESMO

Apesar de ser Cerrado, Rio Negro é cercado de Pantanal e a empresária adora pegar a estrada pra captar a essência da fauna e flora pantaneira, sua fonte de inspiração. Mesmo sediada em Brasília, ela sempre manteve uma forte relação afetiva com sua cidade natal, onde a indústria de bolsas Zanir Furtado foi recebida de braços abertos por todos e está gerando nesta primeira fase 15 empregos diretos e 30 indiretos. “Estou focando nos jovens que precisam de oportunidades. Tem tanta coisa que quero fazer por Rio Negro”, destaca. E ela faz mesmo. Além da capacitação que Zanir já dá para a qualificação de mão de obra na indústria, pretende oferecer oficinas de Artesanato com Couro para adolescentes para ampliar mão-de-obra especializada e gerar mais oportunidades de trabalho e renda na cidade. A empresa vai dar o curso, fornecer o material e comprar produtos específicos dos artesãos para usar na produção das suas bolsas. É amor de rionegrense mesmo pela cidade e sua gente.

Matéria extraída da 59ª Edição da Revista AL.SO

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