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Viajar durante a pandemia, relax ou estresse?

Muitos tiveram uma série de problemas com as companhias aéreas durante a pandemia. Foi o seu caso? Leia a matéria

It News MS

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Divulgação

O site e as redes sociais do It News trouxeram uma enquete na semana passada, onde perguntava aos internautas se tiveram ou não problemas com as companhias aéreas durante a pandemia. Problemas esses de todos os âmbitos: cancelamento de voos, remarcação de passagens, entre outros. O resultado foi 60 pessoas disseram que sim, e 232 não. Mediante a isso, a equipe de jornalismo foi atrás para encontrar e contar essas histórias. Apertem os cintos e boa leitura.

Muito se fala que o maior hobby do brasileiro é viajar. Nem que seja pegar a estrada e percorrer poucos quilômetros. Mas já é o bastante para se desligar da loucura que é o dia a dia, independente da profissão que a pessoa exerça. Viajar conecta você com um outro ‘você’, se é que você me entende. Praia, colinas, montanhas, viagens internacionais, para um país que você não tem noção nenhuma de como é, e muitas vezes nem sabe que existe. O prazer que as pessoas sentem em viajar, não está escrito em nenhum lugar. Esse prazer é único e é sentido por aqueles que podem, constantemente, partir.

Mas, há mais de um ano, o mundo vive uma das piores pandemias já vividas. Muitos ‘lockdown’, ninguém entrava, ninguém saía. Muitos tiveram e ainda precisam conviver apenas com quem mora na casa. O inimigo é imperceptível aos olhos e causa efeitos, muitas vezes, irreparáveis.

Ainda o mundo vive a pandemia do Coronavírus. Ainda o andar de máscara, higienizar as mãos e manter o distanciamento se faz necessário. Até quando? Ninguém sabe. A ciência veio e mostrou que foi capaz de produzir vacinas em tempo hábil e garantir uma possível redução nos números graves. Aos poucos, mesmo ainda com medo, os brasileiros começaram a pegar avião, ônibus e carro e ‘pé na estrada’, mantendo sempre os protocolos de biossegurança exigidos em todos os lugares. Mas mesmo assim, aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo. Quantas pessoas não tiveram problemas com as passagens? Com hospedagens? Com voos cancelados e remarcados?

O engenheiro agrônomo José Roberto de Oliveira, estava com a viagem marcada em maio do ano passado para os Estados Unidos. Na rota, estavam Miami e Nova York, mas, devido à pandemia, a viagem, que foi fechada por uma agência de turismo, foi cancelada e remarcada um ano e cinco meses depois. “A nossa viagem estava tudo certo. Ainda era incerto se íamos ou não conseguir decolar. Já estava com os hotéis reservados, passeios pagos, tudo. Fomos avisados com antecedência sobre o cancelamento. E desde maio de 2020, a agência foi super solícita quando precisamos fazer o contato”, disse o engenheiro. A então viagem vai acontecer final de agosto de 2021, e referente ao valor pago, José diz “O que a gente pagou, fomos reembolsados. Não tivemos problema algum. Agora a única função é ter que remarcar tudo novamente. Mas quanto a isso, tranquilo”.

Mas, nem tudo são flores, e a jornalista Pamela Giacomini, passou mau bocados com uma determinada empresa área brasileira, onde avaliou o suporte que a empresta prestou, ou não prestou, em -1. “Eu, meu marido e meus filhos tínhamos uma viagem programada para agosto do ano passado, depois da minha licença maternidade. Viagem nacional, curtir um pouco o nordeste. Optamos em fazer tudo particular. Devido à pandemia, foi tudo cancelado. Primeiro, fecharam com uma empresa aérea. Quando houve o cancelamento, começaram as brigas com a mesma: suporte extremamente difícil. Pedem para fazer tudo por app ou pelo site, mas é mentira. Não te atendem, não respondem seus questionamentos. Pedem prazos horríveis”. Eles então cancelaram as passagens e tiveram que marcar com uma outra empresa, pagando mais caro, antecipando em dois dias a viagem em relação às reservas de hotel. “Não recomendo essa empresa para ninguém. Sorte que conseguimos remarcar a tempo com outra empresa, pagando mais caro e ter que ouvir da primeira empresa que eles têm o prazo de 12 meses para devolver o dinheiro gasto com a compra das passagens”, conclui a jornalista. Há menos de uma semana para a então viagem em família, os transtornos não desmotivaram à família em sair um pouco do seu habitual.

Esse caso é parecido com o de uma outra jovem, que estava com a viagem programada para Porto Alegre, no ano passado, com uma outra empresa aérea nacional. Quando marcou, ela pagou cerca de R$ 800 e a mesma foi cancelada por conta do Covid-19. Ela teve a oportunidade de deixar em aberto. Mas aí, quando foi remarcar, surpresa: para remarcar, ela precisava pagar uma diferença de R$ 2.000,00, referente à mudança de data. Só que ela mudou a data, porque a viagem tinha sido cancelada. “No fim, paguei R$ 800, não viajei e também fiquei sem o dinheiro”, comenta. No fim das contas, a jovem acabou não viajando e ficando no prejuízo. “Ficou como se eu tivesse cancelado ou mudado a data porque eu quis, e não por causa do Covid. A alternativa da empresa era de pagar para remarcar”, conclui. Segundo ela, isso aconteceu muito no início da pandemia.

Como puderam perceber, nem tudo são flores. Há espinhos no meio de uma viagem dos sonhos. Nem sempre uma viagem perfeita será sem algum ponto de estresse. O importante é não desfocar e não desanimar. Ir atrás dos direitos, sendo que todos têm. E por fim, se possível, aproveitar.

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