Conecte-se Conosco

Política

PSL de Mato Grosso do Sul alerta que Assembleia Legislativa é a casa do povo e não do governador

“A população precisa estar atenta. A Assembleia representa o povo e não o Governador.”

It News MS

Publicado

 em

Rhiad Abdulahad - Divulgação

“A população precisa estar atenta. A Assembleia representa o povo e não o Governador.” A declaração, em tom de inconformismo, é do  advogado e tesoureiro do PSL/MS, Rhiad Abdulahad, ao comentar a tentativa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), de impedir o bloqueio de R$ 38 milhões do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e da empresa JBS, na ação popular movida pela senadora Soraya Thronicke e pelo advogado Danny Fabrício Cabral Gomes.

O advogado Rhiad, que foi candidato a vice-prefeito de Campo Grande (MS) nas eleições passadas na chapa com o então vereador Vinícius Siqueira, destaca a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que na última segunda-feira (15/03) negou o pedido da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para anular recurso da senadora Soraya e de Danny Fabrício, que pode levar a novo bloqueio dos bens do governador Reinaldo Azambuja.

Segundo ele, o STJ atuou de maneira decisiva. “É inconcebível que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul se afaste do seu papel institucional e dedique tanta energia para defender o Governador,” disparou Rhiad.

Na tentativa de salvar o tucano e o grupo JBS, a Assembleia, chefiada por Paulo Corrêa, ingressou com embargos de declaração contra o recebimento pelo STJ do agravo interno de Soraya e Danny Fabrício. No entanto, conforme despacho publicado nesta quarta-feira (17), a ministra Regina Helena Costa negou o pedido do legislativo e manteve o recurso especial.

O tesoureiro do PSL mostra todo seu inconformismo com a atitude do presidente da ALMS, deputado Paulo Corrêa, na medida em que a Casa chegou a criar a CPI da JBS para investigar o suposto pagamento de propina e agora passou a reforçar a defesa do governador e da multinacional da carne. “Até parece que a Assembleia virou uma sucursal do escritório de advocacia que defende o Governador,” ironiza.

A ação popular da Senadora Soraya e de Danny Fabrício pediu o sequestro de R$ 38 milhões com base no valor divulgado pela delação premiada da JBS, homologada em maio de 2017 pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.

No entanto, a Polícia Federal concluiu que o total pago como propina ao governador do Estado foi de R$ 67,791 milhões e o prejuízo ao erário chegou a R$ 209,750 milhões. Após ser indiciado pela PF, Reinaldo acabou denunciado ao STJ pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e líder de organização criminosa.

O governador está com R$ 277 milhões bloqueados na Operação Vostok pelo ministro Felix Fischer desde setembro de 2018. O sequestro inclui contas bancárias e bens em nome dos três filhos e da esposa, Fátima Alves Silva

Além da tentativa frustrada de defender o Governador, o presidente da Assembleia, Paulo Corrêa, vem rejeitando os seguidos pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo estadual.

Clique para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Enquete

Facebook

Publicidade