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Saúde e Bem Estar

Os benefícios da boa nutrição no controle dos sintomas da menopausa

Entenda como a nutrição pode auxiliar na busca de uma melhor qualidade de vida

It News MS

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Fotos: Internet

A menopausa é a última menstruação que as mulheres terão, por volta dos 40 a 65 anos. Muitas acham que é uma doença, mas só é um processo fisiológico.

Essa mudança é acompanhada por diversas sensações e sintomas, como ondas de calor, suor noturno, insônia, secura vaginal, alterações de humor, diminuição do desejo sexual, alterações no peso corporal, acumulo de gordura na região abdominal do corpo.

Vamos tentar entender melhor como funciona nosso corpo?

No cérebro temos uma região chamada hipotálamo, e nesse compartimento temos duas glândulas importantes chamadas hipófise e pineal. A hipófise é uma grande mestra do sistema endócrino, pois controla as funções das glândulas da tireóide, das adrenais, das mamas, do crescimento e da nossa ingestão de água (sensação de sede).

Já a glândula pineal produz melatonina que é um hormônio de limpeza do nosso corpo, quando dormimos ela faz uma varredura das impurezas e nos ajuda a ter energia durante o dia todo. Além da melatonina precisamos também manter o nosso corpo com doses boas de cortisol, T3, DHEA (hormônios da supra-renal), e nossos hormônios femininos. Tudo é um sistema inteligente e interligado.

Sabe quando você às vezes não tem energia durante o dia para fazer as tarefas simples? A baixa de T3 (hormônio tireoidiano) pode estar te dando um sinal de que seus níveis não estão bons. Além desse T3, existe o T4 que também vem da tireóide, ele é usado somente por nosso cérebro. O resto do nosso corpo utiliza o T3, e na hipófise é produzido o FSH (hormônio folículo estimulante) e o LH (hormônio luteinizante).

Esses dois hormônios precisam de T3 para amadurecerem e liberarem nossos óvulos dando início a uma gestação. Você percebe que tudo está interligado? Na menopausa é como se o ovário estivesse ficado “surdo”, ele não escuta o cérebro para se conectarem e utilizarem o FSH e o LH, pois já não possui mais óvulos, por isso eles elevam nos exames. Nessa fase vêm os fogachos, estresse e mudança de humor.

Enquanto o nosso cérebro não conversar com o ovário os sintomas não aliviam, e essa cascata de hormônios pode durar por muito tempo.

Além desses hormônios que mencionei, temos também a progesterona. Ela é um hormônio pró-vida que nos da força, e faz com que tenhamos mais resistência ás adversidades que enfrentamos.

Por isso ser mulher é ter uma quantidade equilibrada de hormônios e sempre que puder cuidar da nossa saúde em primeiro lugar e cada mulher viverá essa fase da vida a seu modo.

Um estilo de vida saudável com muitos vegetais, frutas e muita hidratação vão ajudar o nosso intestino a trabalhar melhor.

Uma boa saúde intestinal se inicia antes de nos alimentarmos, através da digestão cefálica, que é aquela quando visualizamos e sentimos o cheiro do alimento antes de comer.

Sentar-se à mesa com quem você gosta e comer com atenção plena e sem distrações, como televisão ou celular, repousando os talheres e mastigando pelo menos 30 vezes a cada garfada são práticas conhecidas para melhorar nossa digestão.

Depois que você melhorar sua mastigação, outro passo importante é aumentar o consumo de água, pelo menos 3L de água por dia. Pois se estamos desidratadas e o nosso intestino reabsorve a água das fezes leva a constipação.

Evite ter uma alimentação com muitos industrializados e fast food como, por exemplo: pão de forma, presunto, queijos, peito de peru, requeijão, macarrão instantâneo, refrigerantes, sucos de caixinha, iogurtes em potinho, biscoitos…

Dê preferência para alimentos integrais especialmente cereais, legumes, hortaliças e frutas. Esses alimentos, a soja e sementes de linhaça contêm fitoesteróis que fornecem equilíbrio hormonal. Aveia, arroz integral, semente de abóbora são fontes de magnésio, mineral fundamental para a formação óssea.

Poderá incluir mais receitas saudáveis e caseiras, fazer o uso de suco verde matinal, comer frutas in natura, beber chás, adicionar brócolis, couve-flor, couve, repolho, couve de Bruxelas, mas não os cozinhe na água para não perder suas propriedades. Coma sempre chia, linhaça, castanha do Pará e semente de gergelim.

Ah e não esqueça a proteína! O declínio do estrogênio da menopausa está relacionado à diminuição da massa magra e saúde óssea. Você pode aumentar o consumo de vegetais verdes escuros, carnes magras e brancas e ovos.

E também não deixe de garantir níveis adequados de vitamina D, K2, cálcio e magnésio que são importantíssimos para fortalecer a saúde óssea. Outro pilar importante, já que pela baixa hormonal, o risco de osteopenia aumenta.

Atividade física ajuda a aumentar a massa muscular e faz melhor fixação de cálcio no nosso corpo.

 

Alguns alimentos e suas fontes para adicionar no dia a dia:

1) Gergelim: possui potente efeito estrogênico e importante na prevenção do câncer.

2) Brássicas (couve-flor, brócolis, couve, rúcula, agrião): melhora o metabolismo da destoxificação do estrogênio.

3) Sardinha: anti-inflamatório natural, o ômega 3 ajuda nos sintomas de depressão.

4) Semente de Linhaça: modulador da atividade estrogênica.

5) Tahine: utilizado para fazer o hommus (pasta de grão-de-bico), tem cálcio que é  fundamental para manter a saúde dos ossos na menopausa; triptofano que ajuda na estabilização do humor e vitaminas do complexo B importantes para a cognição.

6) Abacate: rico em ômega-3, vitamina C, ácido fólico, fibras e magnésio, atua como um poderoso antioxidante e ajuda no equilíbrio hormonal.

E agora convido você, nosso leitor, a se cuidar mais e melhor, a rever suas atitudes e pensamentos, através do auto-cuidado, investindo no seu bem mais valioso, sua vida!

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