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O que se sabe sobre o crime que matou quatro pessoas na fronteira do Paraguai com o Brasil

Entre as vítimas está Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha de Ronald Acevedo, um governador paraguaio

It News MS

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Foto: Divulgação

Na madrugada de sábado (10), quatro pessoas foram executadas na saída de uma casa noturna, em Pedro Juan Caballero, cidade no Paraguai que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Entre as vítimas está Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha de Ronald Acevedo, um governador paraguaio. Além da jovem, duas brasileiras e um outro homem que acompanhavam Haylee também foram assassinados.

Veja, abaixo, o que se sabe sobre os crimes, as vítimas e os suspeitos:

Quando e onde os crimes aconteceram?

Na saída de uma casa noturna, em Pedro Juan Caballero, quatro pessoas foram mortas a tiros na madrugada de sábado (10). As vítimas estavam dentro de um veículo com placa do Paraguai e os atiradores, em uma caminhonete. Os suspeitos desceram da caminhonete, se aproximaram, atiraram e fugiram. Todos os baleados morreram no local. Câmeras de segurança registraram o momento da chacina.

Os crimes aconteceram na cidade Pedro Juan Caballero, no departamento de Amambay, no Paraguai, que fica na fronteira com o Brasil. Apenas uma rua divide os dois países. No lado brasileiro está o município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Quem são as vítimas?

  • Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos. Filha do governador de Amambay, Ronald Acevedo, que foi atingida por seis tiros.
  • Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos. Conhecido como “Bebeto”, atingido por 31 tiros.
  • Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos. Estudante de medicina, natural de Dourados (MS), foi morta com 14 tiros.
  • Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos, de Cáceres (MT), morta com 10 tiros.

Segundo informações iniciais, Omar e Haylee eram namorados. Kaline e Rhannye, que estavam com o casal, eram colegas de Haylee em faculdade de medicina na região de fronteira.

A família de Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, contou que a jovem estava realizando o sonho de estudar medicina no país vizinho.

“A gente não queria que ela fosse porque sabia que era perigoso. Conversamos muito com ela antes de ela ir, sobre essa questão de perigo, mas isso era tudo ou nada para ela. Fazer o curso de medicina era a razão de viver dela, era tudo que ela queria. Ela estava muito feliz por estar realizando esse sonho, estava vivendo o sonho da vida dela lá”, contou Silvana Moura, madrasta da vítima.

Um dia antes, Farid Charbell Badaoui Afif, de 37 anos, parlamentar brasileiro, também foi morto a tiros, em Ponta Porã. As polícias brasileira e paraguaia investigam se os cinco assassinatos em menos de 24 horas têm relação entre si.

Quem fez os disparos?

Ainda não se sabe quem são os criminosos responsáveis pelos crimes. As motivações dos crimes ainda são investigadas.

Tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Federal apontam que a principal causa para a violência é a disputa de território por facções criminosas. A região faz parte da rota de tráfico de drogas, de armas e de outros crimes transnacionais, como explicou o chefe da Polícia Federal em Ponta Porã, Diego Santana Gordilho Leite.

“A região de Pedro Juan é uma região de intensa movimentação e disputa pelo controle das rotas de tráfico de droga e tráfico de armas. Razão esta que há uma intensa movimentação por parte de organizações criminosas para ter o controle dessa rota e buscarem ter domínio desse envio de drogas e armas de uma forma geral”, disse.

Quantas pessoas foram presas?

Na tarde deste domingo (10), uma perseguição que envolveu policiais paraguaios e brasileiros resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de um veículo que pode ter sido utilizado nas execuções de sábado.

Dentro do carro havia pelo menos três pessoas. A polícia paraguaia informou que precisou dar “tiros intimidadores” e conseguiu prender um dos suspeitos, que não teve a identificação divulgada. O restante conseguiu fugir.

A polícia perseguiu o carro até uma casa que estava com os portões abertos. No local, os bandidos desceram e permaneceram escondidos por alguns minutos, depois pularam um muro.

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