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Economia

No Dia Internacional da Dança, conheça o grupo que leva para o mundo, o nome do Pantanal

Companhia retém e atrai profissionais de outros estados e até países

It News MS

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Fotos: Pedro Cleve

Criada em 2017, na cidade de Corumbá/MS, a Cia de Dança do Pantanal tem o intuito de proporcionar acesso e oportunidade à profissionalização de bailarinos oriundos de projetos sociais sul-americanos, além de representar o território pantaneiro e divulgar a dança com repertórios que incluem peças neoclássicas e contemporâneas, criadas por coreógrafos nacionais e internacionais.

Atualmente com 10 bailarinos, o grupo é formado por seis integrantes nascidos em Corumbá e egressos do programa de formação do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, além de quatro vindos de outras localidades, sendo elas Viçosa – Minas Gerais, São José do Rio Preto – São Paulo, Recife – Pernambuco e Mar del Plata – Argentina. Como mestres de ballet, a Cia. conta com os profissionais cubanos, de Camagüey, Mayda Rivero e Rolando Candia.

Ao mesmo tempo em que busca dar sustentabilidade ao Instituto Moinho Cultural Sul-Americano – IMC (ONG proponente e fundadora da Companhia), o grupo também se propõe a explorar e focar em seus trabalhos um dos biomas mais preciosos da Humanidade, o Pantanal, que se estende pelo Brasil, Bolívia e Paraguai, países que têm o estado de Mato Grosso do Sul como adjacente e é considerada a maior área inundável do planeta.

“A Companhia de Dança do Pantanal é um espaço onde artistas locais, nacionais e internacionais, formados com um alto grau de conhecimento técnico, artístico e profissional nos padrões internacionais, se preparam para se apresentar e representar Corumbá/MS e o Brasil dentro e fora do país para um público cada vez mais exigente de qualidade, excelência e grandeza no Brasil e no mundo”, explica Márcia Rolon, bailarina e fundadora e diretora do Moinho Cultural e Companhia de Dança.

Neste período de pandemia, a Cia continua seus ensaios e estudos regulares, alguns meses mantiveram apenas encontros online, e desde o mês março retomaram as atividades presencialmente, tomando todos os cuidados e orientações de biossegurança.

Como mantenedor, a Cia conta com o Instituto Cultural Vale como grande patrocinador e incentivador, além de doações e apoios por meio do Instituto Moinho Cultural. A dança é um dos destaques entre os mais de 150 projetos patrocinados, criados ou apoiados pelo Instituto Cultural Vale para execução 2021, que, juntos, somam mais de R$154 milhões. Destes, são destinados mais de R$8,5 milhões pela Lei Federal de Incentivo à Cultura a oito iniciativas como espetáculos, festivais e escolas de formação pelo Brasil.

“O Instituto Cultural Vale recebe os projetos de dança com extrema satisfação. Apoiamos as mais diversas formas de expressão cultural do nosso povo e não poderia ser diferente. A dança, enquanto movimento, é uma das expressões mais fortes do nosso corpo. Ao lado da voz, tem a capacidade de traduzir a cultura de um povo, sua arte e sua estética. Ampliamos nossas linhas de patrocínio à arte da dança por acreditarmos em seu valor, em seu potencial de encantamento e, também, na sua capacidade de ampliar os horizontes das pessoas. Esperamos que este seja o começo de uma longa parceria com os produtores culturais do setor”, afirma Christiana Saldanha, gerente do Instituto Cultural Vale.

Cia apresenta Carne Quebrada nesta sexta-feira, 30

Próxima apresentação da companhia será sexta-feira, dia 30 de abril, as 16h de MS, no canal do youtube “Carne Quebrada” tem o intuito de mostrar que o heteronormativo apostou que não teríamos o que dizer com nossos corpos e corporeidades. Mostrando que vivemos em uma realidade que necessita expor as atrocidades, mostrar por meio delas que somos vozes orquestradas para a mudança. Essa ação dançada por mulheres e homens negros, brancos e bugres que trazem em comum a insurgência desses grupos subalternizados, mostrando o individualismo em conjunto com a unidade.

O espetáculo é inspirado na obra mais famosa de Júlio Ribeiro, “A Carne”, publicada há mais de cem anos, em 1888, sendo considerado um dos romances mais ousados e curiosos do naturalismo brasileiro.

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