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Mal súbito e asfixia foram as causas da morte do adolescente encontrado dentro do freezer

Laudo aponta causa de morte indeterminada, mas evidências não apontam para crime

It News MS

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Fundo da casa onde José foi encontrado no dia 12 de janeiro - Dinho Amorim

O inquérito ainda não foi concluído, mas para a Policia Civil está descartada a possibilidade de assassinato, latrocínio ou suicídio na investigação da morte do adolescente José Eduardo Alves Gonçalves da Rosa, de 15 anos, encontrado dentro de um freezer no quintal da casa da avó.

O laudo apontou a causa da morte com “indeterminada”. Isso pode acontecer por conta do avançado estado de decomposição do corpo, o que foi agravado por estar em local fechado.

A polícia, porém, eliminou as suspeitas de crime ou suicídio e por isso, a principal tese é de que José tenha sofrido um mal súbito ao entrar no freezer “para se refrescar”.

A morte ocorreu no dia 11 de janeiro à noite e o corpo só foi encontrado quase 24 horas depois. As diligências indicam a dinâmica do que poderia ter acontecido naquele dia 11. Foram analisadas imagens de câmeras de segurança desde antes do momento em que José foi para a casa da avó. Foi feito ainda quebra de sigilo telefônico para saber onde todos os ouvidos na investigação estavam no período antes e depois da morte.

Tudo indica que José entrou por conta própria no freezer para se refrescar. O aparelho estava desligado, porém foi encontrado ao lado uma mangueira de água, uma toalha no varal e o short dele estava em cima da mesa. Há uma possibilidade do garoto ter tentado fazer do freezer uma espécie de piscina. “Ele estava bem posicionado. Estaria diferente se alguém tivesse colocado ele lá dentro”, conta a delegada responsável pelo caso, Elaine Benicasa, da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

A família mesmo relatou que José era bem calorento. O ventilador estava ligado em uma mesa na cozinha e em frente, uma cadeira. O celular e o notebook estavam ao lado do freezer, tanto que ele falou com um amigo às 15h pelo WhatsApp e a ultima visualização no aplicativo foi às 18h. A suspeita de suicídio também foi descartada.

“Tivemos acesso a todo o conteúdo do WhatsApp dele, ele era super pra cima, não há nenhuma conversa dele que dizem o contrário. Levava palavras boas, aliado ao fato de todos falarem que ele era um menino bom, bacana”, relata a delegada, explicando ainda que no notebook também não foi encontrado que possa remeter a lamentações, revoltas, despedidas ou estes desafios, voltados a crianças e adolescente, que acabam mal.

Mesmo o laudo não apontando a real causa da morte, ele traz considerações relevantes, como por exemplo: não há lesões no corpo e na residência nada foi subtraído, descaracterizando também a possibilidade de um latrocínio.

Como os dedos dos pés e das mãos estavam enrugados, comprova que José estava imerso em água. A perícia também fez teste para saber quanto tempo o freezer leva para esvaziar e foi constatado que em 20 minutos o equipamento “deixa de ser piscina” porque a água vaza por um pequeno buraco.

As suspeitas maiores em que a polícia trabalha, são: infarto, derrame ou pico de pressão alto, visto que a família tem histórico de hipertensão. Foi pedido exames mais detalhados para saber se o garoto tinha algo mais sério.

Ainda segundo detalhes das investigações, a tampa do freezer estava aberta, porém qualquer balanço poderia fechá-la sozinha. Não há sinais de arranhadura no freezer que possa determinar que havia tentado sair.

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