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Coluna Neil Brasil

Dra. Maria José Martins Maldonado

Uma vida dedicada à Neuropediatria e ao Autismo

It News MS

Publicado

 em

Arquivo Pessoal

A Neuropediatra Dra. Maria José Martins Maldonado, 56, especialista em Autismo, Deficiência Intelectual e Paralisia Cerebral faz da medicina uma missão social. O dia para uma profissional ativa como ela parece ter 48 horas. É funcionária concursada do HU-Hospital Universitário de MS, onde já foi diretora, atende em seu consultório particular, é doutoranda da UFMS, voluntária em trabalhos sociais, 1ª suplente do cargo de vereadora pelo MDB, pianista, dirigente de Coral para crianças carentes, esposa, mãe e avó, do tipo que faz questão de cuidar pessoalmente dos afazeres domésticos.

A médica acumula títulos, especializações e mestrado em sua área de atuação – a Neuropediatria, e irá concluir o doutorado em Saúde e Desenvolvimento do Centro-Oeste na UFMS, no primeiro semestre de 2021, quando defenderá a tese: Medicação Nova para Autismo. Além disso, é bacharel em Piano pela Faculdade de Música Carlos Gomes em São Paulo (1985) e tem MBA em Gestão Empresarial. Todo esse conhecimento ela quer aplicar nos trabalhos voluntários aos quais pretende se dedicar integralmente no futuro.

Sou multitarefa. Faço milhões de coisas e adoro um dia cheio, uma vida cheia de trabalho. Gosto de gente, de conversar, de estar com as amigas e de poder ajudar as pessoas”, diz.

De origem humilde, ela colocou a Medicina como propósito de vida desde criança e dedicou-se com afinco aos estudos na juventude. Sequer namorava para não perder o foco do seu objetivo de ser médica pela UFMS- -Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Casou-se com seu primeiro e único namorado, o colega de turma e Cirurgião-Vascular, Guilherme Maldonado Filho, com quem teve três filhos, todos médicos radicados em São Paulo – Priscila, 36 – Otorrinolaringologista, Diogo, 27, residente em Neurocirurgia, e Bianca, 26, residente em Cirurgia Geral.

EDUCAÇÃO PORTUGUESA

Seus pais, José dos Santos, já falecido, e Maria Laurinda Martins, 81, vieram de Portugal para Campo Grande nos anos 50, respectivamente das regiões do Trás-os-Montes e Minho, em busca de uma nova vida nestas paragens. “Sou fruto de uma educação transformadora. Fui menina pobre, mas estudei em escola particular e tive uma educação primorosa. Meu pai era muito companheiro, mas devo isso à minha mãezinha que sempre lutou muito por mim e colocava a nossa formação em primeiro lugar”, diz a Dra. Maria José. Além de especialista em tratamento de crianças autistas, ela é musicista, tem MBA em Gestão Empresarial e faz trabalhos voluntários.

AUTISMO

São 35 anos de vida dedicada à medicina. Dentro da Pediatria a dra. Maria José descobriu a Neurologia e mergulhou no tratamento do Autismo, Deficiência Intelectual e Paralisia Cerebral, uma especialidade desafiadora e diferente das outras, já que a criança autista é fisicamente perfeita mas tem dificuldade de interação, socialização e comunicação. Vive em seu mundo interior. Muitos autistas conseguem ter uma vida adulta normal, estudar, trabalhar e constituir família. Mas os casos mais graves são dependentes, porque não conseguem viver em sociedade.

O Autismo está aumentando cada vez mais. Há 35 anos era um caso a cada 15 mil nascimentos; hoje, a frequência é de um pra 70 nascidos. A Ciência ainda não sabe a causa do Autismo, mas já identificou processos inflamatórios relacionados. O trabalho com a criança envolve reabilitação em Psicologia e outras especialidades. Existem alguns medicamentos que ajudam, mas o Autismo ainda não tem cura”, explica. Em busca de respostas científicas para o tratamento do Autismo, a médica está realizando ensaios clínicos sobre medicação que irá defender em sua tese de doutorado.

ENGAJAMENTO POLÍTICO

Ciente de sua responsabilidade em Saúde Pública, ela despertou para importância do ativismo político para garantir ações públicas relacionadas aos seus pacientes. Filiou-se ao Podemos, onde presidiu a ala Mulher do partido, e mais tarde migrou para o MDB. Na eleição de 2020 candidatou-se a vereadora e obteve 1.740 votos. Não foi eleita por 42 votos, ficando de 1ª suplente do MDB na Câmara Municipal. Em 2019 foi candidata à deputada estadual e conquistou quase seis mil votos. Foi diretora do HU-UFMS onde trabalha há 30 anos, ex-presidente da Associação dos Médicos de Mato Grosso do Sul, que instituiu a Prova de Residência Médica no Estado e defendeu a Educação Continuada, além de vários outros projetos e iniciativas pela boa medicina no estado.

MÚSICA E TRABALHO VOLUNTÁRIO

Além da medicina, outra paixão da Dra. Maria José é a música. Ela toca piano e canta desde os quatro anos de idade. Foi concertista por 23 anos na Orquestra de Música Clássica de MS, apoiou a criação da Orquestra Clássica de Crianças e, como espírita, dirige o Coral de Crianças, um projeto de evangelização do Centro Espírita Discípulos de Jesus, Fraternidade sem Fronteira e Casa da Amália. Centenas de crianças de seis a 12 anos já passaram pelo projeto. Na Pestalozzi, integra o Conselho Técnico e é médica voluntária há mais de 20 anos. “Tive de escolher entre a medicina e a música. Optei pela medicina. Mas o lado humano e a sensibilidade da música me ajudaram muito como médica”, comenta.

 

Texto retirado da 59ª edição da Revista AL.SO

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